terça-feira, 27 de maio de 2008

A princesa e o piolho esperto


Em um lindo Reino, repleto de flores coloridas, com rosas perfumadas e muitas margaridas, vivia uma linda princesinha, que não gostava de lavar a cabeça, nem de pentear seus longos cabelos. Sua mãe, a rainha, ficava muito triste, pois, a bela princesinha estava ficando feia e descabelada.
Até que um dia, um piolho esperto, notou a sujeira no cabelo embaraçado da princesinha e pensou: - "Belo lugar para viver, pois, não serei incomodado, nem pela água, nem pelo sabão e muito menos por aquele chato pente de dentes afiados".
E assim fez. Mudou-se com sua família para a cabeça da princesinha.
Quando se movimentavam, a menina quase morria de tanta coceira e começava a chorar, mas ninguém sabia o que estava acontecendo com ela.
O dia de seu aniversário estava chegando e a princesinha iria ser coroada. Seu pai, o Rei, encomendou uma linda coroa de ouro, coberta de pedras preciosas.
A princesinha estava muito feliz, mas, nem assim, deixou sua mãe lavar e pentear os seus cabelos. E, na hora da coroação, quando o rei colocou a coroa na cabeça da princesinha, a coroa saiu voando... voando... voando, cada vez mais alto, até sumir no céu.
Todos exclamaram admirados:
- " É uma coroa mágica!"
O Rei deu ordens a todos do Reino que procurassem a coroa da princesa, prometendo um prêmio para quem a encontrasse.
Todo o Reino saiu à procura da coroa. Procura daqui... Procura dali... Até que chegaram a um outro reino distante com uma população minúscula.
Era o Reino dos piolhos!
Aí, descobriram que os piolhos, que viviam na cabeça da princesinha, acharam a coroa tão bonita que resolveram se unir e levá-la voando para o seu Reino.
A princesinha assustada com toda essa história, aprendeu a lição. Sorte que não precisou raspar a cabeça! E, passou a lavar e pentear os seus cabelos todos os dias.
Ficou muito bonita. Seus cabelos longos, agora bem cuidados e sedosos.
Nunca mais os piolhos a incomodaram.
Seu pai, o Rei, mandou fazer uma nova coroa ainda mais bonita e todo o Reino compareceu a coroação da linda e penteada princesinha.
E os piolhos?
Estão por aí, procurando um outro cabelo sujo e despenteado para morar.
Alguém viu?
Vera Ribeiro Guedes

Parlendas

LETRAS

O piano
Lá em cima do piano,
Tem um copo de veneno.
Quem bebeu morreu.
O azar foi seu!

Sol e chuva
Sol com chuva,
Casamento de viúva.
Chuva com sol,
Casamento de espanhol.

Pinto pelado
Pinto pelado
Caiu do telhado,
Perdeu uma perna,
Ficou aleijado.

Topei topada
Topei, topada.
Lagartixa baleada.
Quando vejo
A lagartixa,
Só me lembro
Da topada.
Topei topada!

O cemitério
No portão do cemitério,
Tério, tério, tério,
Duas almas se encontraram,
Traram, traram, traram.
Uma disse para a outra,
Outra, outra, outra,
Você é uma vagabunda,
Bunda, bunda, bunda,
Mas que falta de respeito,
Peito, peito, peito
Mas que peito cabeludo,
Ludo, ludo, ludo.

A mulher matou o sapo
A mulher matou o sapo
Com a sola do sapato.
O sapato encolheu.
A mulher morreu.
E o culpado foi aquele
Que se mexeu.

Hoje é domingo
Hoje é domingo,
Pé de cachimbo.
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro.
O touro é valente,
Bate na gente.
A gente é fraco,
Cai no buraco.
O buraco é fundo,
Acabou-se o mundo.

Perna de pato
Entrou pela perna do pato,
Saiu pela perna do pinto.
O rei mandou dizer
Que quem quiser
Que conte cinco:
Um, dois, três, quatro, cinco.

Andô lê tá
Andô lê tá,
Lê com i,
Lê com a,
Lê café com chocolá,
Andô lê tá.
Puxa o rabo do tatu,
Quem saiu foi tu.
Puxa o cabo da panela,
Quem saiu foi ela.
Barra, berra, birra, borra, burra!

Uma velha
Uma velha,
Muito velha,
Foi fazer operação.
Dentro da barriga dela,
Tinha um pneu
De caminhão.
Barra, berra, birra,
Borra, burra!

Parlendas (sem áudio)

Uni, duni, tê
Uni, duni, tê,
Salamê, mingüê,
Um sorvete colorê,
O escolhido foi você!

O cochicho
Quem cochicha,
O rabo espicha,
Come pão
Com lagartixa.

Rei Capitão
Rei, capitão,
Soldado, ladrão.
Moça bonita
Do meu coração.

Os dedos
Dedo mindinho,
Seu vizinho,
Pai de todos,
Fura bolo,
Mata piolho.

Olha o sapo
Olha o sapo
Dentro do saco.
O saco com o sapo dentro,
O sapo batendo o papo,
E o papo do sapo soltando o vento.

Um, dois
Um, dois,
Feijão com arroz,
Três, quatro,
Feijão no prato,
Cinco, seis,
Fico freguês,
Sete, oito,
Comer biscoito,
Nove, dez,
Comer pastéis.

Botequim
Fui ao botequim
Tomar café.
Encontrei um cachorrinho
De rabinho em pé.
Sai pra fora, cachorrinho,
Que eu te dou um pontapé!

Andando pelo caminho
Fui andando pelo caminho.
Éramos três,
Comigo quatro.
Subimos os três no morro,
Comigo quatro.
Encontramos três burros,
Comigo quatro.

Meio dia
Meio dia,
Panela no fogo,
Barriga vazia.
Macaco torrado,
Que vem da Bahia,
Fazendo careta,
Pra dona Sofia.

Fui à feira
Fui à feira comprar uva.
Encontrei uma coruja,
Pisei no rabo dela.
Ela me chamou de cara suja.

Língua portuguesa


1- Complete o texto com as palavras que, em sua opinião, vão torná-lo mais claro para o leitor.

2- Invente um titulo e uma moral.

_____________________________________________

Certo dia _________________ senhora viu, num antiquário, uma cadeira que era uma beleza. ___________________ feita de mogno e cedro, custava uma fortuna. Era, porém tão _______________________, que a mulher não titubeou – entrou, pagou, levou para casa.

A cadeira era tão _______________________ que os outros móveis, antes tão ____________________, começaram a parecer ________________________ à simpática senhora (era simpática).

Ela então resolveu vender todos os móveis e comprar outros que pudessem se equiparar à _______________________ cadeira. E vendeu-os e comprou outros.

Mas então a casa, que antes parecia tão _______________________, ficou tão bem ____________________________ que se estabeleceu uma desarmonia flagrante entre casa e móveis. E a senhora começou a achar a casa ___________________.

E vendeu a casa e comprou uma outra, ______________________.

Mas dentro daquela casa ____________________, mobiliada de maneira __________________________, a mulher começou, pouco a pouco, a achar seu marido _______________________. E trocou por outro, um jovem, ___________________ e ______________________.

Mas mesmo assim não conseguiu ser feliz.Pois naquela casa ________________________, com aqueles móveis ______________________ e aquele marido _______________________________, todo mundo começou a achar que ela era extremamente _______________________________.


UVEIRA

Todo mundo estava encantado com os conhecimentos de Dadá.

A professora fazia com que, cada dia, uma criança trouxesse uma fruta e, então, procurasse descobrir o nome da árvore que dava aquela fruta.

Fomos testar a Dada.

- Como é que se chama a árvore que dá banana?

- Bananeira – Vitoriou ela.

- E como se chama a árvore que dá pêra?

- Pereira – Garantiu.

- E goiaba? Onde é que dá goiaba?

- Goiabeira! – Triunfa a menina.

Mas algum gaiato quis saber também:

- E onde é que dá uva?

A pirralhinha tonteou meio segundo e voltou vitoriosa:

- Supermercado!

Questão 1:

a- Qual era a característica admirada em Dada?

b - Qual foi a proposta de ensino que a professora fez?

c- O que é “gaiato”?

d- O que é pirralhinha?

e- O que entendeu do texto?

Questão 2:

Releia o texto e complete:

a – Com uma palavra polissílaba:

b – Três substantivos derivados:

c – Um substantivo proparoxítono:

d – Um substantivo diminutivo:

e – Dois encontros vocálicos hiatos:

f – Três palavras com dígrafo:

g – Um substantivo próprio:


segunda-feira, 26 de maio de 2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Poesia Infantil

Fases do Trabalho:

² Planejando as Atividades

² Escolhendo a Poesia

² Apresentação da Poesia

² Interpretação

² O uso da rima

² A identificação e a ilustração da Poesia - Artes Visuais.

A Poesia como uma opção de Texto literário – algumas considerações

§ Através da linguagem, a criança vai atuar e interagir com o mundo externo.

§ Na literatura infantil a criança encontra lugar para interagir com as regras da língua, a “possibilidade de transgredi-las, via poesia”. (Feldman, 1993).

§ A ação educativa é fundamental propondo-se situação em que a criança participe de atos de leitura e escrita, enquanto interlocutor.

· Existe a necessidade do convívio com o texto escrito para que se construa o processo de escrita pela criança(Vygotsky/Emília Ferreiro)

· O gênero poético tem uma configuração distinta dos demais gêneros literários. Sua brevidade, aliada ao potencial simbólico apresentado, transforma a poesia em uma atraente e lúdica forma de contato com o texto literário.

· Como recursos para despertar o interesse do pequeno leitor, os autores utilizam-se de rimas bem simples e que usem palavras do cotidiano infantil; um ritmo que apresente certa musicalidade ao texto; repetição, para fixação da idéias, e melhor compreensão dentre outros.

Escolhendo a Poesia

² Cada professor fez a seleção de sua preferência.

Apresentação da Poesia

² Leitura da poesia – sem visualização do texto

² Ampliação da Poesia

² Leitura da poesia – com visualização do texto

Interpretação

² Interpretação Oral = personagesns, fatos e ações

² Dramatização da Poesia

² Dramatização de alguns sons “ocultos” na poesia.

² Músicas:

J O girassol- Vinícius de Moraes

J A Tartaruguinha – Edith Serra(série Amarelinha vol.2)

J O Pato – Vinícius de Moraes

J A casa- Vinícius de Moraes

J Alfabeto da Xuxa- Cesar Costa Filho/Ronaldo Monteiro De Souza

O uso da rima

² Explorar as rimas da poesia

² Exercícios vocálicos:

J Criação de rimas com o nome das crianças.

J Criação de rimas com palavras sugeridas pela professora(pão/irmão/limão)

² Registro das rimas na lousa

A identificação e a ilustração da Poesia - Artes Visuais.

q Confecção de Cartazes ilustrativos – combinados entre Professor e Alunos

q Pesquisa de Materiais para confecção dos cartazes

q Produções Artísticas – Técnicas utilizadas:

J Pintura a dedo

J Colagem : crepom , recortes de revistas, materiais diversos

J Impressão dos dedos, mãos e pés

J Desenhos com giz de cera, lápis de cor e caneta hidrográfica

J Dobraduras

J Pintura com esponja

J Mosaico

q Modelagem

A criação de novas Atividades

q Identificando, reconhecendo e classificando cores.

q Conversa Informal = O desenvolvimento das Borboletas

q Músicas relacionadas aos personagens: Borboletinha; A Pipoca na Panela

q História em Quadrinhos

q Livro Ilustrativo

q Confecção de Bonecos = Galo Mandão

q Confecção de Fantoche de Vara = Lua Cheia

q Registros Escritos:

J Identificar algumas palavras e circular no texto

J Registro da 1 ª estrofe

q Dramatização

q Surpresa = Vamos Comer Pipoca? – percepção gustativa (pipoca doce e salgada)

"(...) a criança tem uma alma poética. E é essencialmente criadora. Assim, as palavras do poeta, as que procuraram chegar até ela pelos caminhos mais naturais, mesmo sendo os mais profundos em sua síntese, não importa, nunca serão melhor recebidas em lugar algum do que em sua alma, por ser mais nova, mais virgem (...)"